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Isolamento acústico em residências

O isolamento acústico em residências tem como objetivo principal assegurar o conforto dos moradores.

Com o isolamento social, fruto da pandemia da COVID-19, as questões relacionadas ao ambiente interno de casas e apartamentos estão sendo mais percebidas.

Quando se fala de isolamento térmico e acústico, por exemplo, tanto para atender a Norma de Desempenho quanto pela necessidade atual de mais pessoas dentro dos apartamentos por mais tempo e até a tendência de home office estendida, as soluções estão cada vez mais sendo pesquisadas pelo consumidor na hora de comprar ou alugar um imóvel.

Existem variados tipos de isolamento acústico para cada situação e objetivo. No caso de isolamento acústico para apartamentos, o ideal é instalar mantas acústicas diretamente entre a laje e o revestimento escolhido, para evitar o barulho proveniente de vizinhos que arrastam móveis ou andam de salto no andar acima.

De acordo com Larissa R. G. J. de OIiveira Flaifel, engenheira, professora da Universidade São Judas Tadeu (USJT) e sócia da Academia da Construção e Inovação (ACI), a despeito das vedações em drywall, o uso de “lãs de rocha” é uma alternativa de isolamento termo acústico.

Já em contrapisos e em alvenarias de vedação, pode-se fazer uso de mantas com características que corroborem ao isolamento acústico, cuja espessura e/ou materiais variam em função do quanto em dB almeja-se promover em termos de isolamento.

“É importante ressaltar que a forma ideal de assegurar um isolamento acústico é quando o sistema construtivo como um todo, e não apenas um elemento construtivo, é pensado e projetado para tal”, destaca. Há também disponíveis em mercado alguns novos elementos e materiais construtivos, por exemplo, argamassas colantes para revestimentos que contém em sua tecnologia e componentes premissas que “substituiriam” esta camada da manta acústica.

Isolamento acústico: como deve ser feita a instalação e manutenção

Depende do isolamento ao qual está sendo “atrelado” ao sistema construtivo e/ou parte do elemento construtivo em questão, existem várias formas e materiais que corroboram ao isolamento acústico de uma parte do sistema construtivo e/ou dele como um todo.

“Pode-se dar o exemplo da tecnologia construtiva “contrapiso acústico“, esse é um método construtivo”, ressalta. Este sistema construtivo, em uma de suas formas executivas, parte da premissa de que o conjunto de “manta acústica” mais o próprio contrapiso em si, mediante as especificidades executivas e de projeto, criam um piso/laje vedado acusticamente e que possa atender aos critérios mínimo (M), intermediário (I) e/ou superior (S) dispostos na NBR 15.575.

Ainda de acordo com a docente, a manutenção e o princípio fundamental desta tecnologia construtiva estão no fato do sistema como um todo permanecer sempre “estanque”, ou seja, qualquer patologia relacionada a um sistema construtivo com a premissa “acústica” embutida, deve assegurar que a “vedação acústica” que seja e esteja aplicada cumpra sua função em totalidade, evitando “vazamentos” de ruídos.

São sistemas normalmente sensíveis, ao qual, uma falha, por exemplo, em uma sobreposição de mantas nos rodapés de contrapisos com mantas pode ser suficiente para que o sistema não atenda e não atinja seu desempenho previsto em projeto.

Norma de especificação para isolamento acústico

O isolamento acústico tem como objetivo principal assegurar o conforto dos usuários e deve atender aos requisitos da NBR 15575 – Norma de Desempenho de Edificações Habitacionais.

Desde 2013, tal norma determina, de forma mais objetiva, que todos os projetos aprovados na Prefeitura, a partir desta data, tenham isolamento acústico e/ou que seus materiais e componentes por si só (sem adição de outras tecnologias e componentes para tal) garantam um desempenho acústico (isolamento) mínimo; fomentando assim e respaldando na garantia de que o conforto acústico não será uma mera questão sensorial e qualitativa, mas que mínima e quantitativamente seja garantida pelas construtoras e partes interessadas.

Esta norma, embora tenha sido publicada em julho de 2013, ainda é considerada relativamente recente mediante ao impacto que causou na comunidade da construção civil em toda sua cadeia produtiva: desde fornecedores de produtos e serviços, passando pelas construtoras em si e chegando (de forma positiva) ao cliente final.

“Ela deixa de forma mais clara e objetiva critérios e requisitos no âmbito: acústico, térmico, lumínico, estanqueidade, estruturais, vedações internas e externas, sistemas hidrossanitários, sistemas de pisos e coberturas, dividindo-se em seis partes normativas”, finaliza a docente.

Fonte:

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